Atelier-Visita na SNBA

Esta é a proposta da Sociedade Nacional de Belas Artes para uma tarde de sábado diferente.

A actividade começa com uma visita à exposição das obras de Fernando de Azevedo e às pistas que vai deixando nas suas obras. “Como será que uma letra fará a ponte para uma ideia, um sentimento ou uma ressonância estética que determinada obra criou no autor? Inspiradas nos textos que escreveu, as pistas, simples como as letras, são pontos de partida para o pulo que iremos dar do “olhar” para o “ver” e do “decifrar” para o “entender”. No atelier, entre o cavalete, as tintas, o suporte e a paleta é tempo de criar e viajar pelo mundo surrealista, abstrato ou figurativo…”

Atelier-Visita aberto à participação de crianças entre os 6 e os 12 anos, acompanhadas por um ou dois adultos que decorrerá dia 28 de Abril, entre as 15h e as 17h.

Inscrição: 5 Eur.

Marcações: visita.atelier@snba.pt

Noite Estrelada Sobre o Ródano

Este quadro, Noite Estrelada Sobre o Ródano, foi pintado por Vincent Van Gogh em 1888 e encontra-se actualmente em exposição no Museu d’Orsay, em Paris. O nosso Lápis & Pincéis desta semana desafia-te a que, inspirado nesta obra, tentes pintar a noite vista da tua janela, ou do teu lugar preferido, quem sabe também ele com vista para um rio…

Cobre a mesa onde vais pintar com folhas de jornal (para não a sujares) e protege a tua roupa com uma bata ou avental

Põe uma folha A3 de papel cavalinho sobre a mesa.

Com lápis de cera desenha os edifícios em toda a zona inferior da folha, deixando mais ou menos três quartos do espaço livre. Lembra-te que é noite, por isso usa cores escuras – preto, azul escuro, verde escuro, cinza escuro, castanho – e aproveita o amarelo e o laranja para desenhar as luzes da janelas das casas. Para os telhados usa vermelho claro.

Agora, com aguarela pinta todo o espaço livre da folha, até deixar de se ver branco. Mistura preto com azul, para fazer um céu realmente escuro. Para recriares as variações de luz que vês no quadro, vai misturando o preto com diferentes tons de azul – azul escuro, azul claro, azul céu – e vais ter uma noite ainda com mais cor!

Agora deixa secar um pouco, para depois passares às estrelas e à lua. Para isso usa branco, amarelo e laranja. Começa sempre por pintar a cor mais escura no centro da estrela, e vai rodeando esse centro com círculos de cor mais clara – por exemplo, pinta um pequeno ponto laranja, faz-lhe três ou quatro círculos de amarelo, e à volta destes mais uns sete ou oito de branco.
Para as estrelas sugerimos que uses novamente os lápis de cera. Vai ser engraçado misturares as texturas e vais ter mais brilho sobre a aguarela.

O truque final? Para dares ideia de movimento – seja vento sejam as estrelas a moverem-se no céu – aplica uma aguarela mais clara com muitas pinceladas curtas sobre a aguarela escura que representa a noite e dá liberdade aos teus movimentos.

Podes também descarregar a ficha desta actividade aqui.

Starry, starry night…

Esta semana, no Lápis & Pincéis, que também podes descarregar aqui, propomos-te a olhar, descobrir e sentir esta Noite Estrelada, pintada por Vincent Van Gogh em 1889.
Observa bem a imagem. Achas que esta é uma imagem realista do céu?
O que sentes quando olhas para ela?
Consegues ver a pequena cidade no canto inferior do quadro? Que edifício consegues facilmente reconhecer? E consegues identificar que árvore é esta pintada em primeiro plano?

Faz uma pequena composição para descrever a pintura. Imagina que és o pintor Vincent Van Gogh e fala do que te inspirou para pintares o quadro, que sons se ouviam, a temperatura do ar… Começa com “Nessa noite olhei pela janela e…”

Aproveita uma noite do fim de semana, vai até uma janela ou varanda da tua casa onde possas ter uma vista do céu e das estrelas e pinta a tua própria Noite Estrelada.

O mistério de Gioconda

Mona Lisa, Leonardo da Vinci (1503-1505) Musée du Louvre

Um dos maiores mistérios da história da Arte refere-se à identidade da mulher que Leonardo da Vinci retratou como Mona Lisa.

Mais de quinhentos anos depois da sua pintura, o pequeno quadro levanta inúmeras questões e continua a apaixonar tanto os estudiosos como o público geral, tendo-se tornado provavelmente na obra de arte mais famosa do mundo.
Pintada entre 1503 e 1505 por aquele que é considerado um dos maiores génios da Humanidade, a Mona Lisa representa uma mulher serena e introspectiva, que foge aos padrões de beleza renascentistas. Tornou-se objecto de curiosidade e fama praticamente desde que foi terminada, e foi o próprio Leonardo da Vinci que levou o quadro para França quando passou a residir na corte de Francisco I (o que indica que nunca entregou a obra ao seu suposto encomendante…).
No entanto, a pergunta mantém-se: quem era esta mulher de olhar enigmático?
 

auto-retrato de Leonardo da Vinci

Várias teses têm sido avançadas nos últimos anos.
Há quem afirme que este é um auto-retrato de Leonardo vestido de mulher, uma vez que os traços do rosto sorridente da misteriosa mulher serão coincidentes com os traços do rosto de da Vinci.
Porém, a teoria mais aceite sobre a identidade é a que afirma que o pintor toscano retratou Lisa Gherardini, mulher do comerciante florentino Francesco del Giocondo, em celebração pela sua recente maternidade. A verdade é que pouco se sabe sobre a vida desta mulher e, além disto, esta atribuição resulta de uma expressão que em 1625 referia que o quadro representa “uma determinada Gioconda”, expressão que em italiano significa também “a risonha”. Poderia portanto referir-se a Lisa Gherardini ou a outra qualquer mulher sorridente.
 
Desta forma,a dúvida manteve-se durante séculos, criando uma aura de mistério em torno do quadro.
 
Recentemente foi descoberta uma certidão que confirma que Lisa Gherardini, esposa do rico comerciante de sedas Francisco del Giocondo, morreu em 1542 e foi enterrada no mosteiro de Sant’Orsola, em Florença. Assim, uma equipa de investigadores liderada pelo historiador de arte Silvano Vinceti decidiu identificar os restos mortais de Lisa e exumá-los para, a partir do esqueleto, reconstituir os traços do rosto da nobre florentina e confirmar se a mulher retratada por Leonardo é, de facto, a Gioconda. Apesar da polémica e contestação contra a investigação, que sempre surgem em casos de reconstituições físicas de figuras históricas, os investigadores italianos, estão convictos de que serão bem sucedidos (veja o vídeo aqui).

Será desta que finalmente é desvendado o mistério do sorriso de Mona Lisa?

Amadeo de Souza-Cardoso

Amadeo de Souza-Cardoso é considerado o precursor do Modernismo português, tendo-se tornado o pintor mais emblemático deste movimento artístico.

Nasceu em 1887, em Manhufe, concelho de Amarante, e veio a morrer no ano de 1918, apenas com 31 anos, vítima da febre pneumónica. Começou por frequentar o curso de Arquitectura na Academia de Belas-Artes, em Lisboa, em 1905, mas no ano seguinte emigrou para Paris, onde iniciou os seus estudos de pintura.

Aqui contactou com os diversos movimentos que então dominavam a Arte europeia, nomeadamente o Expressionismo e o Cubismo. Fez a sua primeira exposição em 1911 no Salon des Indépendants, e começou a aproximar-se de pintores como Modigliani e Robert Delaunay. Entre 1912 e 1914, data em que regressa definitivamente a Portugal por causa da Grande Guerra, expôs nos Estados Unidos e estudou em Espanha, onde conheceu Gaudí.

No retorno a Portugal trouxe consigo o abstraccionismo, expondo os seus trabalhos em Lisboa e no Porto. As suas pinturas vanguardistas e experimentais provocaram algum escândalo no conservador meio artístico nacional, ainda preso ao gosto académico.

Seguindo os princípios do Cubismo, Amadeo de Souza-Cardoso representava o mundo através de figuras geométricas, colocando todas as partes de um objecto no mesmo plano. Assim, a arte deixava de ter de representar a realidade tal como ela era. Passava a “desmontá-la” para a interpretar de outro modo.

Esta semana propomos fazer um retrato ao modo de Amadeo de Souza-Cardoso. Descarrega  aqui a ficha do Lápis e Pincéis, segue as instruções e diverte-te!

Este mês no Arte em toda a parte: Marc Chagall

Bride with a fan, Marc Chagall, 1911

 

Marc Chagall é considerado um dos maiores artistas judeus do século XX.

O pintor, nascido na Bielorrússia em 1887 e cujo nome verdadeiro era Moshe Zakharovitch Shagalov, foi um dos primeiros modernistas, estando ligado aos movimentos do Cubismo, Simbolismo e Fauvismo. 

Fez a sua formação entre São Petersburgo, Berlim e Paris, e em 1917 tornou-se num particpando activo, tendo regressado à Rússia nesse perúodo. Em 1923 volta para França, onde se estabeleceu com a mulher. Durante a 2.ª Guerra Mundial, com a ocupação nazi e a deportação e morte de milhares de judeus nos campos de concentração, emigrou para os Estados Unidos. Muitoas anos depois voltaria para França, onde morreu em 1985.

Num estilo muito próprio, Marc Chagall baseia a sua arte moderna – em termos de traço, cor e representação – na cultura popular judaica da Europa de Leste em que foi criado.

Foi um pintor polivalente, tendo trabalhado também em ilustração, cerâmica, gravura, tapeçaria e vitral.

A obra escolhida este mês para receber os visitantes do Arte em toda a parte é um quadro pintado por Chagall em 1911, em Paris, intitulado Bride with a fan (Noiva com leque, ou Noiva do leque) e está actualmente no Metropolitan Museum of Art de Nova York.

Este pequeno quadro a óleo (de apenas 45 cm x 38 cm) representa, possivelmente, a noiva e futura mulher Bella – a mulher que tantas vezes é representada nas suas composições de forma apaixonada – numa paleta quase uniforme, em que o azul domina a composição.

Casamento de Camponeses, Bruegel

Pieter Brueghel, conhecido como o Bruegel o Velho ou Bruegel o Camponês, viveu entre 1525 e 1569 na Flandres e é considerado o maior pintor flamengo do século XVI. Viajou pela Itália e Sícilia para aprender a pintar como os grandes mestres renascentistas, mas acabou por se estabelecer em Bruxelas, tendo-se casado com a filha do seu mestre, Coecke Van Aelst.
No início da sua carreira, Bruegel fez gravura e pintou temas bíblicos, mas é especialmente conhecido pelos quadros em que retrata cenas do quotidiano e paisagens. Neles, conta estórias sobre os costumes, os rituais e o dia a dia das comunidades camponesas da época num estilo muito próprio, retratando-as como uma história coerente, dando uma atenção detalhada aos pormenores e pintando as paisagens de forma realista, como uma fotografia. Estas foram as grandes inovações do pintor, uma vez que na época este tipo de pintura não era comum. Estes quadros permitem-nos, nos dias de hoje, ter uma visão única acerca da forma como as pessoas viviam e pensavam na Flandres de Quinhentos.

Hoje desafiamos os mais pequenos a olhar para O Casamento de Camponeses, um dos quadros mais famosos de Bruegel, para que descubram as pequenas estórias que se escondem na composição e interpretem a história retratada pelo pintor com os seus próprios olhos.

Descarreguem a ficha sobre este quadro do Bruegel e divirtam-se!