A Lenda de Despereaux

“O mundo é escuro e a luz preciosa.
Aproxima-te, querido leitor.
Deves confiar em mim.
Vou contar-te uma história.”

É num tom de convite que se inicia este livro cujo portagonista conhecemos do grande ecran. O que talvez muitos não saibam é que “A Lenda de Despereaux”, de Kate DiCamillo, ganhou inúmeros prémios e distinções, tendo sido Best Seller do New York Times, por mais de 90 semanas no Top.
Este livro chega-nos numa belissima edição da Gailivro, com ilustrações de Timothy Basil Ering, que nos transportam para um reino encantado, com reis e princesas, conchas e panelas de sopa, homens, ratos e ratazanas. Após inumeras aventuras o nosso “herói improvável” descobre que pode ser tão corajoso quanto o mais temeroso cavaleiro andante e que para se ser feliz para sempre nem sempre se tem de casar com uma princesa…

Lendas da História de Portugal

Conheces a história da Moura Salúquia? E sabes o que aconteceu a Martim Moniz? Quem era, afinal, Brites de Almeida?

O livro lendas da História de Portugal conta-nos “algumas das mais famosas lendas” relacionadas com factos e pessoas decisivos no desenrolar da história portuguesa. Baseadas enmacontecimentos reais, com fundo de verdade, estas narrativas misturam-se quase sempre com “muitos elementos de fantasia, que lhes foram sendo acrescentados, oralmente, ao longo dos anos”.

(re)Contadas por Carlos Rebelo e Ilustradas por Jorge Miguel, aqui se recuperam, entre outras, as lendas de São Vicente e dos corvos que acompanharam a barca que trouxe até Lisboa os seus restos mortais, da Batalha de Ourique e de como Cristo intercedeu pela vitória de Afonso Henriques sobre os mouros, da salvação de D. Fuas Roupinho de uma morte certa nas escarpas da Nazaré ou de D. Sebastião, o rei eternamente esperado que regressará a Portugal numa manhã de nevoeiro…

Lê, aprende e diverte-te com as estórias da História.

Uma Viagem ao Tempo dos Castelos

Lançado pela primeira vez em 1985, o livro Uma Viagem ao Tempo dos Castelos é o primeiro da colecção Viagens no Tempo, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Os livros contam as aventuras dos irmãos Ana e João e do cientista Orlando, membro da AIVET, a Associação Internacional de Viagens no Espaço e no Tempo, que leva os dois irmãos a fazer viagens ao passado. Esta primeira aventura relata como Ana e João conhecem o velho cientista Orlando, enquanto passam férias na quinta de uma tia no Marão.

Ao chegarem à quinta, os dois irmãos ouvem rumores sobre um velho louco que habita o castelo da aldeia, assustando as gentes da terra, e cheios de curiosidade, decidem ir espreitar o que se passa. É então que conhecem Orlando, um respeitável cientista da AIVET, que desde logo simpatiza com os dois, e os convida a regressar até ao início do reinado de Afonso Henriques na sua fantástica máquina de viagens no tempo. Asssim, pouco depois de embarcaram na máquina de Orlando, Ana e João vêem-se no meio de Portugal medieval, cavalgando «em florestas infestadas de lobos acompanhando uma caçada ao javali. Mas a viagem reserva-lhes muitos outros momentos de perigo e emoção e um encontro inesquecível com o jovem Afonso Henriques em vésperas de se tornar o primeiro rei de Portugal.»

Uma Viagem ao Tempo dos Castelos é uma forma viva e cativante de aprender História, que leva as crianças a sentirem-se parte das aventuras, estórias e lugares da História de Portugal. Esta é uma excelente sugestão para se conhecer um pouco mais dos primeiros anos da nacionalidade, entre castelos e as conquistas e feitos de Afonso Henriques e dos seus homens.

A menina que detestava livros

Recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para leitores, A menina que detestava livros é uma “narrativa metafórica sobre a descoberta do prazer da leitura” que transporta os mais pequenos para o universo de Mina. O livro, escrito por Manjusha Pawagi e ilustrado por Leanne Franson, conta-nos a história de uma menina que vivia rodeada de livros, e que precisamente por isso não gosta de ler. Até ao dia em que as personagens de todos aqueles livros saem acidentalmente das páginas onde pertencem, e Mina através da leitura, irá ajudá-los.

O livro está disponível em pdf, possibilitando a pais e crianças divertidos momentos de leitura on-line nos serões quentes das férias que se aproximam.

A menina que detestava livros, Manjusha Pawagi,Leanne Franson, Terramar, 2005

O Grande Livro das Lendas Medievais

As histórias de princesas e cavaleiros da Idade Média povoam desde séculos o imaginário de adultos e crianças neste canto do mundo. Estas lendas correm-nos no sangue e continuam a atrair-nos com o seu mistério e a sua eterna magia. No entanto, a maior parte dos contos que lemos aos nossos filhos não são os relatos originais, e sim fantasias inspiradas nestes. A proposta de hoje é justamente uma visita às lendas medievais dos séculos XII a XVI, algumas das quais se inspiraram em episódios históricos, e que Francesc Miralles reescreveu numa linguagem adequada aos meninos de hoje em dia.
Acompanhados pelas belas e ricas ilustrações de Adriá Fruitós, deixemo-nos embalar pela Canção de Rolando, pela Canção de Mio Cid ou pela Canção dos Nibelungos. O Grande Livro de Lendas Medievais reúne autores como o francês Chrétien de Troyes, um dos primeiros autores de romances de cavalaria da literatura europeia medieval, ou William Shakespeare, o maior escritor de sempre da língua inglesa.
Os textos seleccionados incluem o Parsifal, O Cavaleiro do Leão, Robin Hood ou uma colectânea sobre os Cavaleiros da Távola Redonda, e ainda duas histórias de amor imortais, as de Tristão e Isolda e de Romeu e Julieta. As crianças vão ficar a conhecer os nomes das rainhas Genoveva, Brancaflor e Brunilda, das donzelas Lunete e Mariana, do rei Artur, de Carlos Magno e do mago Merlin, ou dos valentes cavaleiros Lancelot, Rolando, Sir Gawain e Galahad, entre tantos outros.
Deixem-se então conduzir pela voz e pelo alaúde de um trovador, como sugere a Introdução, e mergulhem neste reino encantado onde verdadeiros heróis travam as suas batalhas e nos ensinam as virtudes da coragem, do amor e da amizade.

 

Francesc Miralles e Adriá Fruitós, O Grande Livro das Lendas Medievais, Didáctica Editora, 2007 (1.ª Edição)

As aventuras d’ Os Famosos Cinco

 

Não devem existir hoje muitos pais com filhos na idade das leituras que não tenham lido, eles próprios, pelo menos um livro d’ Os Famosos Cinco. Juntamente com as aventuras do Noddy, que continuam a encantar os mais pequenos, a série dos Cinco é seguramente a obra mais conhecida da escritora britânica Enid Blyton. O primeiro livro da colecção de 21 títulos foi editado pela primeira vez em 1942, e foi lido por gerações de crianças, em reedições sucessivas. Hoje, é seguramente difícil encontrar um destes livres à venda – mas se procurarem bem, alguém na família deve ter guardado alguns exemplares cuidadosamente estimados!

Os livros de Blyton não terão, actualmente, o poder de atracção de outras histórias mais modernas e (muitas vezes) menos ingénuas, mas têm outros trunfos. A autora, que amava a natureza e os animais, e cujo primeiro cão chegou a ser a personagem central de um livro, inspirou-se em si mesma para criar uma das personagens, a Zé, menina com nome de rapaz e espírito destemido e aventureiro. A ela pertence o cão Tim, que é na verdade o quinto elemento do grupo de amigos inseparáveis, a quem cabe muitas vezes salvar as crianças dos perigos em que se vão colocando. À Zé e ao Tim juntam-se os primos e irmãos Ana, David e Júlio. A Ana é a mais nova, e também a mais tímida e sossegada; o Júlio (o mais velho) é um rapaz responsável e protector; e o David é divertido e de bom coração. Nas férias grandes juntam-se todos na casa da Zé, onde terão lugar as mais envolventes aventuras e mistérios, capazes de transportar os jovens leitores para um mundo onde cada um é o herói.

Depois dos Famosos Cinco, e devido à sua fama e poder de atracção, surgiram as Novas Aventuras dos Cinco (hoje igualmente difíceis de encontrar), mas estas não são – apesar do nome indicado na capa – da autoria de Enid Blyton, e sim de uma autora francesa, Claude Voillier, que se inspirou nas personagens originais. Finalmente, uma terceira “versão” das histórias começou a ser editada em 2010 (em inglês), resultante de uma adaptação dos textos originais, de forma a modernizar a linguagem utilizada. Segundo os editores, a ideia não é dar às aventuras clássicas dos Cinco uma voz contemporânea, e sim torná-las “intemporais”. Não estão ainda à disposição dos leitores nacionais, de maneira que o melhor é mesmo uma visita a casa dos tios ou dos avós, para procurar maravilhas como Os Cinco e a Ilha do Tesouro entre papéis e caixotes…

 

Actualmente, a Relógio d’Água está a reeditar a colecção “Aventuras”, também escrita por Enid Blyton, e ilustradas por Stuart Tresilian, onde no estilo emocionante a que a autora nos habituou com os Cinco, se relatam as aventuras vividas em tempo de férias por João, Filipe, Dina, Maria da Luz e a catatua Didi.

Coisas de Romanos para Fazer e Criar

Como é mais simples aprender fazendo, esta semana sugerimos o livro Coisas de Romanos para Fazer e Criar. A partir deste pequeno caderno de actividades podemos aprender a fazer uma coroa de imperador, simular lutas de gladiadores, criar um mosaico romano ou decorar desenhos com autocolantes “romanos”. Ao mesmo tempo que apresenta ideias para manter os mais pequenos ocupados – uma excelente sugestão para as férias de verão que se aproximam –  este livro procura despertar o interesse pela história e cultura da Antiga Roma.

Escrito por Vicky Arrowsmith e Leoni Pratt e editado em português pela EdiCare em 2010, destina-se a crianças apartir dos 5 anos de idade e aos pais e avós que gostam de os ajudar nestas actividades.