The British Museum para pequenos arqueólogos

Time Explorer (jogo)

Na sua página online, o The British Museum tem uma área inteiramente dedicada às crianças, onde qualquer um se pode tornar um pequeno arqueólogo!

São acima de tudo os jogos que despertam o interesse de miúdos e graúdos, onde merece especial destaque o Time Explorer, um jogo interactivo em que os jogadores podem criar a sua personagem e saltar de aventura em aventura, de época em época, para salvar artefactos únicos de serem destruídos pela lava de um vulcão na Grécia ou por um terramoto num templo longínquo na América do Sul.

Mas para além deste, o museu disponibiliza para as crianças jogos de puzzles (jogar), actividades manuais (faz o teu próprio pedaço de história), e a área para explorar virtualmente o museu, as suas peças mais emblemáticas e a sua relação com a história e o mundo (descobrir).

Uma forma divertida de explorar um dos mais cativantes museus do mundo e aprender a história da Antiguidade.

Queres ser um Picasso?

Hoje propomos uma divertida actividade on-line para crianças e adultos. Que tal fazeres o teu próprio Picasso?

Com o Picasso Head podes fazer um retrato cubista, tal como Pablo Picasso fazia. Como um jogo interactivo, basta escolheres os itens sugeridos pelo menu e arrastá-los, com o mouse, para a tela virtual. Rosto, olhos, sobrancelhas ou lábios, um toque de cor, e já está! Assina a tua obra de arte, e imprime-a para decorar a porta do teu quarto, ou até mesmo da casa de banho.

Diverte-te.

Já tem programa para as noites de verão?

Então saia de casa e participe nas 5as à noite nos Museus!

Pelo quarto ano consecutivo, o Instituto dos Museus e da Conservação em parceria com o Turismo de Portugal realiza as 5as à noite nos Museus. De 30 de junho a 8 de Setembro, todas as 5as feiras, 13 museus e palácios do IMC terão as suas portas abertas até às 23 horas, oferecendo aos visitantes «experiências culturais únicas, numa atmosfera inovadora, que poderão incluir: visitas encenadas, espectáculos de música erudita e popular, dança e teatro.».

Paço dos Duques de Guimarães

A entrada nos espaços é gratuita (embora o IMC salvaguarde a eventualidade de algumas actividades específicas serem pagas), e a iniciativa oferece, para além da possibilidade de visitar os museus à noite, actividades tão diversas como um teatro de marionetas sobre D. Afonso Henriques, no Museu de Alberto Sampaio, uma visita encenada ao Paço dos Duques de Guimarães, jazz na Casa Museu Anastácio Gonçalves ou um jantar no Museu Soares dos Reis.

Para saber mais, consulte o programa do mês de Julho aqui.

Os Amigos dos Castelos

Castelo de Sintra, ou dos Mouros

Fundada em 1983, a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos tem como objectivo “contribuir para a conservação, protecção, divulgação e salvaguarda do património fortificado português, juntamente com as suas envolventes e sítios históricos”.

A associação fomenta o estudo e a preservação do património militar através de inúmeras actividades promovidas em todo o país, como visitas de estudo, palestras, conferências, publicações e um inventário dos castelos e fortificações portugueses.

Paralelamente, a associação desenvolve um interessante projecto educativo dirigido aos mais novos, que oferece a professores e pais inúmeras actividades pedagógicas acompanhadas por uma equipa de monitores e animadores culturais. O projecto divide-se por épocas, permitindo, por exemplo, que os alunos do ensino básico recriem num percurso a Lisboa quinhentista ao tempo das Descobertas, conheçam a importância das plantas para fins medicinais no quotidiano medieval, vejam “com olhos de ver” a Lisboa pombalina.

Ao fim de semana propõe actividades para as famílias e programas de aniversário temáticos. Durante as férias de verão que agora se iniciam, os Amigos dos Castelos organizam ateliers semanais para “brincar com as histórias da História”. Para descobrir mais sobre esta associação que se tem destacado na defesa do património militar, clique aqui.

O Paço Real da Ajuda

Vista aérea do Palácio Nacional da Ajuda (www.igespar.pt)

Residência da familía real portuguesa durante o reinado de D. Luís, o Palácio da Ajuda é um dos edifícios mais emblemáticos da Lisboa do século XIX, estando intimamente ligado aos últimos anos da monarquia. Esta semana convidamo-lo a visitar este magnífico espaço, que tantas vezes passa despercebido aos habitantes da capital.

Foi depois do terramoto de 1755 que D.José, como medo de habitar edifícios “de pedra e cal”, mandou edificar no alto da Ajuda uma barraca de madeira para que ali se acolhesse a família real, escapada “por milagre” ao cataclismo que destruíu Lisboa. Durante anos, a Real Barraca (como era conhecida) albergou a corte durante cerca de três décadas, até ser destruída por um incêndio. Em 1796 iniciou-se a construção do novo palácio real, com risco de Manuel Caetano de Sousa. Este primeiro projecto, de cariz barroco, foi suspenso em 1802, quando Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva refizeram o plano para adaptar o paço ao gosto neoclássico.

Nos anos seguintes, muitas convulsões políticas – como a fuga da Família Real para o Brasil, as invasões das tropas napoleónicas e a subsequente falta de meios económicos – levaram ao constante atraso das obras.  O grandioso projecto original foi reduzido, e hoje o Palácio da Ajuda é apenas metade do que inicialmente estava projectado.

Quarto de D. Luís (www.igespar.pt)

O palácio ergue-se imponente numa das colinas de Lisboa, com uma magnífica vista sobre o Tejo. Durante o reinado de D. Luís ganhou a “a verdadeira dimensão de paço real ao ser escolhido para residência oficial da corte”, recebendo obras nos anos de 1861 e 1862, nomeadamente ao nível da decoração interior, havendo por parte do arquitecto Joaquim Possidónio Narciso da Silva o cuidado de conferir aos espaços palacianos “os então recentes padrões de conforto, privacidade e higiene, característicos da mentalidade burguesa do século XIX”. O palácio assistiria depois ao nascimentos dos príncipes D. Carlos e D. Afonso, e depois da morte do rei tornou-se a residência da sua esposa, a Rainha D. Maria Pia.

Com a implantação da República em 1910 o palácio foi encerrado, e só voltou a abrir as suas portas ao público, oficialmente, em 1968. Desde 1996, o espaço museológico do palácio tem pretendido fazer uma “reconstituição, tão aproximada quanto possível, desta residência real, e várias salas foram restauradas com base em rigorosa investigação histórica” oferecendo aos visitantes uma viagem no tempo até ao dia a dia da família real, recriando os ambientes íntimos e os espaços de eventos sociais da corte nos finais do século XIX.

Sala da música (www.igespar.pt)

A visita divide-se por dois pisos: o espaço dos aposentos privados, no piso térreo e os salões das recepções reais, no andar nobre. Das diversas colecções do museu, destacam-se as de fotografia (com mais de 7000 peças), as magníficas jóias da Coroa, o extenso espólio de pintura (que incluí óleos, aguarelas, desenhos, e pastéis), vários objectos de uso doméstico, têxteis e trajes. O palácio tem também, ao longo do ano, diversas actividades, dirigidas tanto às crianças como aos adultos. Para os mais pequenos oferece ateliers nas férias do Natal e da Páscoa, roteiros temáticos de visita para pais e professores, e as visitas guiadas pelos técnicos do palácio. Para visitantes adultos, a equipa de técnicos criou O Palácio Fora de Horas, um interessante ciclo de conferências e visitas guiadas nas últimas 3as. feiras de cada mês que “têm como objectivo divulgar a investigação levada a cabo pelos conservadores sobre as colecções do Palácio”. 

Para saber mais, clique aqui: visita virtual, Palácio Fora de Horas, roteiros de visita infantil, informações úteis.

Cinema em Portugal: os primeiros anos

Pode ver, até dia 29 de Maio, no Museu da Ciência da Universidade de Lisboa, a exposição Cinema em Portugal: os primeiros anos. Esta é uma parceria da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema.

“Das primeiras imagens em movimento aos alvores do cinema sonoro, a exposição percorre as primeiras décadas do cinema em Portugal, recordando a evolução da técnica e tecnologia envolvidas durante a I República. Dos primeiros espectáculos e primeiros filmes aos estúdios e rodagens, passando pelas salas e públicos e estrelas de cinema, sem esquecer os coleccionadores, mostram-se equipamentos, documentos e filmes, que são um testemunho, em Portugal, do nascimento fulgurante desta arte de multidões e da invenção de uma nova indústria no virar do século.”

Ainda que de pequena dimensão, conta com algumas relíquias como Serpentine, filme realizado pelos irmãos Lumiére em 1896 e colorido manualmente, ou alguns fragmentos das primeiras peliculas amadoras realizadas em Portugal nos anos 30 do século passado.

A exposição transporta-nos ainda até aos inícios dos filmes sonoros, apresentando os cartazes da Canção de Lisboa concebidos pelo Mestre Almada Negreiros e partes do filme da Severa e da Canção de Lisboa, este último realizado por Cottinelli Telmo, cineasta e arquitecto.

Para saber mais, espreite aqui.

Vitrais pela cidade

Vitral da cabeceira da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Lisboa

 

O vitral é um “jogo de cor” que pretende decorar e dar luz ao interior dos edifícios. Usado na Idade Média nas grandes catedrais góticas com parte indissociável da leitura do espaço – porque a luz era o meio para a compreensão divina – o vitral era inicialmente feito com guias ou filetes em chumbo, de secção em U ou em H, como suporte das peças de vidro colorido que o compõem. A coloração dos vidros era obtida através da adição de óxidos de vários metais – o vermelho a partir do cobre e do ouro, o amarelo e verde a partir do ferro, e os azuis a partir do cobalto – enquanto o vidro ainda estava moldável. Era uma técnica morosa e requeria extrema perícia no desenho, no corte do vidro, na conjugação de cores. Ao longo do século XVI caiu em desuso, sendo substituído pela pintura mural e, sobretudo, pela talha dourada. Nos finais de Oitocentos o vitral voltou a ressurgir como motivo decorativo, em parte porque a industrialização permitiu novas técnicas de fabrico do vidro, mais aperfeiçoadas, mas também porque tanto a arquitectura do ferro como o betão permitiram um uso funcional dos vitrais como ponto de iluminação em átrios e vãos de escada.

Hoje propomos que descubra em Lisboa e no Porto alguns exemplares desta arte decorativa, que tantas vezes passa despercebida a que vive e trabalha nas cidades.

Na capital destacam-se duas belíssimas obras de vitral executadas no século XX, uma profana e outra sagrada, ambas parte de dois edifícios emblemáticos da Lisboa contemporânea – a Casa-Atelier José Malhoa e a Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

Vitral da sala de jantar da Casa Malhoa (clique para ampliar)

Edificada nas Avenidas Novas, a magnífica casa neo-românica que o pintor Malhoa encomendou em 1904 ao arquitecto Norte Júnior (e que viria mais tarde a ganhar o Prémio Valmor) é decorada com uma série de vitrais, executados expressamente em Paris, na Société Artistique de Peinture sur Verre. Na sala de jantar, o grande janelão mostra um opulento vitral, com a figura de uma mulher que colhe frutos, parecendo estar no paraíso. Actualmente, o antigo atelier de José Malhoa alberga a Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. Grande coleccionador de obras de arte, o médico António Anastácio Gonçalves adquiriu a casa lisboeta de Malhoa em hasta pública e posteriormente legou-a ao Estado português, para que ali se fizesse um museu com as peças da sua colecção. Aproveite e conheça este pequeno museu dentro da cidade, aprecie as colecções de pintura, mobiliário e porcelana, bem como o espaço do atelier do pintor, que foi recriado.

Crucificação, coro alto da Igreja de Nª Sª Fátima

Também na zona das Avenidas Novas foi construída em 1934 – já em pleno Estado Novo – a Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Projectada pelo arquitecto Pardal Monteiro, é a primeira igreja modernista que desafiou “os códigos tradicionalistas”. O interior é decorado com vitrais de Almada Negreiros, que desenhou as composições inspirando-se nas formas usadas na Idade Média, dando-lhe uma estilização gráfica e mais moderna. Os vitrais retratam cenas como a Crucificação (no coro), a Santíssima Trindade ou os magníficos Anjos Músicos que, numa espécie de rendilhado, preenchem todo o espaço da cabeceira. Entre e deixe-se envolver por este espaço imponente mas intimista, e pelo jogo de luz e cor criado pelos seus vitrais.

Para quem vive no Porto, sugerimos uma visita ao antigo Café Imperial, na Avenida dos Aliados (que depois de restaurado passou a albergar um restaurante da cadeia MacDinald’s), onde pode apreciar os magníficos vitrais Art Déco de Ricardo Leone. Na parede do fundo, um grande painel faz alusão à produção, colheita e exportação do café brasileiro, e ao lado outro vitral retrata um casal elegante e o seu ritual de beber o café. A acompanhar estes vitrais, não deixe de apreciar os painéis de estuque tão ao gosto dos anos 30.

vitral do Antigo Café Imperial

 

Saia pela cidade, e divirta-se!