Os Fortes das Linhas de Torres Vedras (I)

Napoleão Bonaparte

Depois da Revolução Francesa em 1789 e de todas as convulsões a que assistiu nos finais do século XVIII, a França assistiu à subida ao poder de um pequeno general corso, Napoleão Bonaparte, que se coroou a sim mesmo como imperador em 1804. Apregoando os princípios revolucionários de Liberdade, Igualdade e Fraternidade Napoleão iniciou uma política expansionista de conquista e domínio da Europa, na qual «o domínio da Península Ibérica era fundamental para travar o forte poder marítimo inglês no Atlântico e nos portos comerciais do Mediterrâneo, assim como o seu poder económico, uma vez que quem dominava economicamente, tinha igualmente a supremacia política na Europa.»

Assim, em 1806 o imperador decretou o Bloqueio Continental, forçando os países continentais a fecharem os seus portos a Inglaterra. Portugal, velho aliado do reino de Sua Majestade, manteve-se neutro e manteve os portos abertos ao comércio inglês, pelo que em 1807 um exército francês comandado pelo general Junot invadiu Portugal. Para assegurar a independência nacional, o príncipe D. João, acompanhado da Família Real e de toda a sua corte, foge de barco para o Brasil, enquanto os franceses avançavam pelo país até à capital.

França e Inglaterra dividem o mundo (caricatura da época)

Este momento marcou o início do período conhecido como Invasões Napoleónicas, três grandes campanhas militares postas em marcha pelo exército francês e ocorridas em três momentos distintos,  1807, a Primeira Invasão, 1809, a Segunda Invasão, e 1810, a Terceira Invasão.

Foi precisamente entre estas duas últimas ofensivas que Arthur Wellesley, chefe das tropas britânicas que em conjunto coms os portugueses defendiam o território nacional, mandou construir um conjunto de fortificações que ficaria conhecido como Linhas de Torres Vedras, «três linhas com um total de 152 redutos e 600 peças de artilharia, um sistema de comunicações com postos de sinais, defendido por 36.000 portugueses, 35.000 britânicos, 8.000 espanhóis e cerca de 60.000 homens de tropas portuguesas não regulares, estendidos ao longo de mais de 88Km – o maior sistema de defesa efectiva na história».

Linhas de Torres

Nas próximas três semanas iremos levá-lo a conhecer o conjunto dos fortes das Linhas de Torres que subsistem e que actualmente estão restaurados e preparados para receber visitantes, espalhados pelos concelhos de Loures, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Arruda dos Vinhos, Mafra e Torres Vedras. E assim, vamos desafiar toda a família a viver um pedaço da nossa história mais recente, em locais emblemáticos que podem estar mais perto do que se imagina. Venha connosco!

Forte do Grilo, Torres Vedras

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