Vamos fazer uma pintura rupestre?

Gruta de Chauvet, França

Neste Lápis&Pincéis vamos debruçar-nos sobre a pintura do Paleolítico Superior, uma das manifestações artísticas mais antigas, tanto quanto os Homens Modernos. Sendo uma das mais recuadas formas de comunicação artística torna-se espantoso pensar como mensagens milenares conseguiram chegar até nós.

A pintura paleolítica integra-se no conceito maior de Arte Rupestre – que provém do termo latino rupus que significa rocha – e que engloba as pinturas e gravuras efectuadas sobre rocha. A arte rupestre surge como manifestação artística durante o Paleolítico Superior – 40 000 a.C. – prolongando-se ao longo dos tempos e até aos dias de hoje, como se pode ver em algumas gravuras do Vale do Côa.

Este tipo de arte pode surgir-nos em grutas ou ao ar livre, nos tectos ou nas paredes, em zonas públicas e de fácil acesso ou nos cantos mais escondidos das grutas, sob a forma de pintura ou de gravura.
As gravuras podiam ser feitas segundo várias técnicas, como a abrasão, a picotagem ou a incisão, as designadas gravuras filiformes.

Canada do Inferno, Foz Côa, Portugal

A nível da pintura, os materiais mais usados na sua elaboração são as rochas, que funcionavam como painéis de suporte à arte, o carvão, o óxido de ferro (ocre), argila e outros pigmentos naturais que misturados com resina ou gordura funcionavam como tintas.
As pinturas eram feitas com os dedos, com pincéis rudimentares, canas ou pequenos paus que seriam utilizados como lápis. Por vezes era também usado o relevo natural das rochas para dar a sensação de volume ao corpo do animal que se pretendia representar.
A nível temático é muito comum a representação de animais, como os cavalos, cervos, mamutes, bisontes, etc. Estes podem surgir isolados, em conjunto ou até mesmo sobrepostos, organizando-se de acordo com as suas superfícies de suporte, as paredes das rochas.

Gruta de Altamira, Espanha

Em menor número surge também a figura humana em actividades como a caça ou a dança. Surgem também representações de mãos humanas em positivo ou negativo sobre as paredes, associadas a outros símbolos cujo significado nos é desconhecido.
Ainda que o significado destas representações seja difícil de interpretar, pensa-se que pode corresponder a prácticas mágico-religiosas, formas de legitimação de território ou representações do quotidiano.
Lápis & Pincéis

Forra a mesa de actividades com um plástico ou com folhas de papel e pede um avental ou um bibe aos teus pais.

Observa bem as fotografias que te mostrámos, pede aos teus pais para ver este projecto e depois pega na folha de papel, suja-a com um pouco de terra ou de barro e amachuca-a de forma a ganhar alguns sulcos irregulares.
Agora que já criaste a tua superfície base começa a delinear com o pedaço de carvão os animais ou as pessoas que queres representar. Tenta usar uma ponta fininha do carvão para não borrar o desenho e tem cuidado para não pousares as mãos no papel, pois podes esborratar.
Quando tiveres os contornos dos desenhos feitos podes começar a colorir usando o preto do carvão, o barro, a terra misturada com água para os diferentes tons de castanho e o sumo de beterraba para os tons avermelhados.
Noutra folha podes colocar a tua mão sobre o papel, a mão dos teus pais ou dos teus irmãos e com o borrifador cheio de sumo de beterraba diluído em água, borrifar de forma a deixar a marca das mãos em branco com a pintura à volta.
Material necessário:
Papel cenário, pincéis velhos, mãos, dedos, barro, terra misturada com água numa tigela, um pedaço de carvão, sumo de beterraba, um borrifador.

The British Museum para pequenos arqueólogos

Time Explorer (jogo)

Na sua página online, o The British Museum tem uma área inteiramente dedicada às crianças, onde qualquer um se pode tornar um pequeno arqueólogo!

São acima de tudo os jogos que despertam o interesse de miúdos e graúdos, onde merece especial destaque o Time Explorer, um jogo interactivo em que os jogadores podem criar a sua personagem e saltar de aventura em aventura, de época em época, para salvar artefactos únicos de serem destruídos pela lava de um vulcão na Grécia ou por um terramoto num templo longínquo na América do Sul.

Mas para além deste, o museu disponibiliza para as crianças jogos de puzzles (jogar), actividades manuais (faz o teu próprio pedaço de história), e a área para explorar virtualmente o museu, as suas peças mais emblemáticas e a sua relação com a história e o mundo (descobrir).

Uma forma divertida de explorar um dos mais cativantes museus do mundo e aprender a história da Antiguidade.

Wiki Loves Monuments – 2011

Se gosta de Fotografia e de Património, a Wikimedia Portugal convida-o a participar, até ao final de Setembro, num concurso nacional de fotografia de monumentos.

“O objectivo é angariar fotografias de todo o património edificado da Europa, sob uma licença livre, de modo a que fiquem acessíveis a todos no Wikimedia Commons e possam ilustrar os respectivos artigos enciclopédicos na Wikipédia.”
 
O concurso teve a sua primeira edição nos Paises Baixos em 2010, sendo a 1ª vez que decorre em Portugal.
 
Para saber mais espreite aqui.

Jornadas Europeias do Património

As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual que conta com a participação de 50 países e procura promover a “sensibilização dos cidadãos europeus para a importância da salvaguarda do Património.”

A temática apresentada para 2011 é “PATRIMÓNIO e PAISAGEM URBANA”, procurando consciencializar e sensibilizar os cidadãos para a protecção e valorização das “características da paisagem nas cidades, vilas e aglomerados urbanos”.

Esta iniciativa procura cativar a população em geral, disponibilizando uma oferta vastíssima de actividades para todos os públicos e todas as idades.Nos dias “23, 24 e 25 de Setembro cerca de 500 entidades públicas e privadas distribuídas por 146 concelhos/localidades, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, irão realizar 590 actividades – cerca de 73 exposições, 70 conferências, 67 ateliers e workshops educativos, 65 espectáculos, 15 concursos de fotografia e 10 lançamentos de livros e 250 visitas guiadas e percursos orientados.”
 
Não deixe de aproveitar a oportunidade! Para saber mais espreite aqui e aqui.

O Castelo dos Mouros

 

Sobranceiro à serra de Sintra, o Castelo dos Mouros é talvez uma das fortificações portuguesas que mais desperta em nós o imaginário medieval. A aura de mistério em que se envolve, isolado e tantas vezes rodeado por nevoeiro, associada às longínquas e heróicas lutas de poder entre árabes e cristãos, faz-nos recuar até ao tempo dos primeiros reis de Portugal.

A estrutura primitiva do castelo foi edificada pelos árabes algures entre os séculos IX e X, integrando depois os domínios da taifa de Badajoz. Embora tenha estado em posse muçulmana até meados do século XII, Sintra foi, por um breve momento, entregue ao rei Afonso VI de Leão e Castela, mas rapidamente caíu nas mãos dos Almorávidas, que dominaram a rica povoação de Sintra até à Reconquista Cristã.

Igreja de São Pedro

Já na época muçulmana o castelo destinava-se sobretudo a defender e vigiar Lisboa e arredores, pelo que depois da conquista da capital por D. Afonso Henriques em 1147, a guarnição do castelo entregou-se voluntariamente (e em definitivo) às tropas cristãs. O jovem monarca mandou então entregar a fortaleza a 30 povoadores, que erigiram no local a Igreja de São Pedro de Canaferrim.

Com o avanço da Reconquista para sul e a consolidação da nacionalidade ao longo dos reinados da Primeira Dinastia, o castelo perdeu a sua importância estratégica e a população que o ocupava deslocou-se progressivamente para Sintra. Nos finais do século XV o espaço intra-muralhas era habitado apenas por alguns judeus, segregados da povoação da vila por ordem régia (e que mais tarde, com os éditos de expulsão, abandonariam por completo a fortaleza).

Votado ao abandono, o castelo entrou em progressiva decadência, e quando se deu o grande terramoto em 1755 a estrutura ficou muito arruinada.

Foi D. Fernando II, rei consorte responsável pela construção do Palácio da Pena, que no século XIX tomou a seu cargo o restauro integral do castelo, devolvendo-lhe a dignidade e imponência de outros tempos.

O Castelo dos Mouros implanta-se sobre um penedo da serra, adaptando-se à morfologia do terreno com as suas muralhas serpenteando por entre as fragas. As muralhas são constituídas por uma cintura dupla com cinco torres, quatro circulares e uma quadrangular, todas cororadas por merlões. Junto à porta de armas vêem-se as ruínas da Igreja de São Pedro, um edifício românico que conversa ainda no interior vestígios de frescos na abóbada. Junto à pequena igreja ergue-se a cisterna árabe, que em tempos abasteceu o palácio da vila.

Visite o Castelo dos Mouros, perca-se neste lugar mágico, contemple a imensidão da Serra de Sintra e percorra as muralhas fazendo uma viagem com mais de mil anos de história.

 

 

A Fantástica Viagem de Marco Polo

A Caravana de Marco Polo, 1375.

Hoje, no Lápis&Pinceis, sugerimos que peguem nas imagens 1, 2 e 3 que aqui colocamos, que as imprimam e as colem por ordem numa cartolina de forma a montar um tabuleiro de jogo.

Este jogo de tabuleiro oferece pistas e possibilita escolhas sobre a temática da história medieval, mais propriamente sobre a fantástica viagem do veneziano Marco Polo ao Oriente. Sugerimos assim que se sentem e brinquem um pouco com este pedaço da História.

O Jogo não é da autoria do Lápis&Pinceis e foi retirado do Livro “Idade Média – Jogos de Tabuleiro“, de Madelaine Deny, com ilustrações de Xavier Mussat e editado em Portugal pela Edicare. Deixamo-lo aqui como sugestão de uma forma divertida de aprender e brincar com a História Medieval.

Uma Viagem ao Tempo dos Castelos

Lançado pela primeira vez em 1985, o livro Uma Viagem ao Tempo dos Castelos é o primeiro da colecção Viagens no Tempo, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Os livros contam as aventuras dos irmãos Ana e João e do cientista Orlando, membro da AIVET, a Associação Internacional de Viagens no Espaço e no Tempo, que leva os dois irmãos a fazer viagens ao passado. Esta primeira aventura relata como Ana e João conhecem o velho cientista Orlando, enquanto passam férias na quinta de uma tia no Marão.

Ao chegarem à quinta, os dois irmãos ouvem rumores sobre um velho louco que habita o castelo da aldeia, assustando as gentes da terra, e cheios de curiosidade, decidem ir espreitar o que se passa. É então que conhecem Orlando, um respeitável cientista da AIVET, que desde logo simpatiza com os dois, e os convida a regressar até ao início do reinado de Afonso Henriques na sua fantástica máquina de viagens no tempo. Asssim, pouco depois de embarcaram na máquina de Orlando, Ana e João vêem-se no meio de Portugal medieval, cavalgando «em florestas infestadas de lobos acompanhando uma caçada ao javali. Mas a viagem reserva-lhes muitos outros momentos de perigo e emoção e um encontro inesquecível com o jovem Afonso Henriques em vésperas de se tornar o primeiro rei de Portugal.»

Uma Viagem ao Tempo dos Castelos é uma forma viva e cativante de aprender História, que leva as crianças a sentirem-se parte das aventuras, estórias e lugares da História de Portugal. Esta é uma excelente sugestão para se conhecer um pouco mais dos primeiros anos da nacionalidade, entre castelos e as conquistas e feitos de Afonso Henriques e dos seus homens.