As aventuras d’ Os Famosos Cinco

 

Não devem existir hoje muitos pais com filhos na idade das leituras que não tenham lido, eles próprios, pelo menos um livro d’ Os Famosos Cinco. Juntamente com as aventuras do Noddy, que continuam a encantar os mais pequenos, a série dos Cinco é seguramente a obra mais conhecida da escritora britânica Enid Blyton. O primeiro livro da colecção de 21 títulos foi editado pela primeira vez em 1942, e foi lido por gerações de crianças, em reedições sucessivas. Hoje, é seguramente difícil encontrar um destes livres à venda – mas se procurarem bem, alguém na família deve ter guardado alguns exemplares cuidadosamente estimados!

Os livros de Blyton não terão, actualmente, o poder de atracção de outras histórias mais modernas e (muitas vezes) menos ingénuas, mas têm outros trunfos. A autora, que amava a natureza e os animais, e cujo primeiro cão chegou a ser a personagem central de um livro, inspirou-se em si mesma para criar uma das personagens, a Zé, menina com nome de rapaz e espírito destemido e aventureiro. A ela pertence o cão Tim, que é na verdade o quinto elemento do grupo de amigos inseparáveis, a quem cabe muitas vezes salvar as crianças dos perigos em que se vão colocando. À Zé e ao Tim juntam-se os primos e irmãos Ana, David e Júlio. A Ana é a mais nova, e também a mais tímida e sossegada; o Júlio (o mais velho) é um rapaz responsável e protector; e o David é divertido e de bom coração. Nas férias grandes juntam-se todos na casa da Zé, onde terão lugar as mais envolventes aventuras e mistérios, capazes de transportar os jovens leitores para um mundo onde cada um é o herói.

Depois dos Famosos Cinco, e devido à sua fama e poder de atracção, surgiram as Novas Aventuras dos Cinco (hoje igualmente difíceis de encontrar), mas estas não são – apesar do nome indicado na capa – da autoria de Enid Blyton, e sim de uma autora francesa, Claude Voillier, que se inspirou nas personagens originais. Finalmente, uma terceira “versão” das histórias começou a ser editada em 2010 (em inglês), resultante de uma adaptação dos textos originais, de forma a modernizar a linguagem utilizada. Segundo os editores, a ideia não é dar às aventuras clássicas dos Cinco uma voz contemporânea, e sim torná-las “intemporais”. Não estão ainda à disposição dos leitores nacionais, de maneira que o melhor é mesmo uma visita a casa dos tios ou dos avós, para procurar maravilhas como Os Cinco e a Ilha do Tesouro entre papéis e caixotes…

 

Actualmente, a Relógio d’Água está a reeditar a colecção “Aventuras”, também escrita por Enid Blyton, e ilustradas por Stuart Tresilian, onde no estilo emocionante a que a autora nos habituou com os Cinco, se relatam as aventuras vividas em tempo de férias por João, Filipe, Dina, Maria da Luz e a catatua Didi.

Constrói o teu castelo

Esta semana ensinamos-te a fazer o teu próprio castelo reciclando cartão. Para isso precisas de:

– 2 rolos de papel de cozinha; 4 rectângulos de cartão castanho (podes aproveitar uma caixa rectangular), 4 pauzinhos de espetada, pedaços de cartolina colorida

Para a execução vais precisar de: um adulto, um x-acto, uma tesoura, régua, lápis de carvão, marcador castanho ou preto e cola.

1. Pede a um adulto que te ajude a cortar os dois rolos de papel de cozinha ao meio com o x-acto. No topo de cada metade, em toda a volta, mede e marca com o lápis quadrados de 1 cm x 1 cm. Com a tesoura, corta-os alternadamente para fazer as ameias.

2. Nos rectângulos de cartão, corta duas peças de 10 cm x 28 cm e outras duas de 10 cm x 20 cm. No topo de cada uma, recorta alternadamente quadrados de 1 cm para fazer as ameias, iguais às que fizeste nos rolos.

3. Com a régua e o lápis, traça nas 4 torres e nos 4 cartões linhas horizontais simétricas. Depois, marca em cada uma pequenos traços verticais alternados, para fazer as pedras da parede do teu castelo.

4. Com o marcador desenha sobre as linhas a lápis as pedras. Faz alguns traços “tremidos”, para parecerem mais reais.

5. Para juntar as torre às muralhas, segue o exemplo da imagem abaixo. À distância de 1.30 cm de cada extremidade das muralhas pede ao teu adulto para fazer, com o x-acto, um golpe de cerca de 5 cm de cima para baixo. Nas torres, desta vez de baixo para cima, façam também 2 golpes em cada uma, de cerca de 5 cm, à distância de 5cm uns dos outros.

6. Para dar cor ao teu castelo, recorta nas cartolinas coloridas quatro bandeirinhas (podes fazê-las em formato recatngular ou triângulos “esvoaçantes”). Podes deixá-las simples ou desenhar  um escudo, ao modo dos antigos cavaleiros. Cola-as nos pauzinhos de espetada, e depois de secar, cola os pauzinhos às torres.

Agora, mãos à obra e diverte-te!

 

esta actividade foi traduzida do original apresentado aqui

Os Amigos dos Castelos

Castelo de Sintra, ou dos Mouros

Fundada em 1983, a Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos tem como objectivo “contribuir para a conservação, protecção, divulgação e salvaguarda do património fortificado português, juntamente com as suas envolventes e sítios históricos”.

A associação fomenta o estudo e a preservação do património militar através de inúmeras actividades promovidas em todo o país, como visitas de estudo, palestras, conferências, publicações e um inventário dos castelos e fortificações portugueses.

Paralelamente, a associação desenvolve um interessante projecto educativo dirigido aos mais novos, que oferece a professores e pais inúmeras actividades pedagógicas acompanhadas por uma equipa de monitores e animadores culturais. O projecto divide-se por épocas, permitindo, por exemplo, que os alunos do ensino básico recriem num percurso a Lisboa quinhentista ao tempo das Descobertas, conheçam a importância das plantas para fins medicinais no quotidiano medieval, vejam “com olhos de ver” a Lisboa pombalina.

Ao fim de semana propõe actividades para as famílias e programas de aniversário temáticos. Durante as férias de verão que agora se iniciam, os Amigos dos Castelos organizam ateliers semanais para “brincar com as histórias da História”. Para descobrir mais sobre esta associação que se tem destacado na defesa do património militar, clique aqui.

Pelo tacto é que vamos… na CMAG

Amanhã, dia 25 de Junho entre as 16.00 e as 17.00, a Casa Museu Anastácio Gonçalves oferece uma actividade diferente. A visita Pelo tacto é que vamos…é especialmente orientada para crianças invisuais ou com baixa visão, acima dos 8 anos, às quais procurará explicar através do tacto a história do mobiliário entre o século XVII e o século XIX.

A visita requer marcação prévia através do número 213540923 ou através do mail cmag.se@imc-ip.pt

À descoberta do Castelo

Este domingo propomos que tome de assalto o Castelo de São Jorge.

Integrada na iniciativa Domingos em Família, a EGEAC criou a visita guiada À Descoberta do Castelo que procura através da “exploração do castelejo e do núcleo arqueológico, de descoberta dos espaços, dos personagens e das histórias”, desenvolver o conhecimento e respeito pelo Património que é de todos.

Estas visitas decorrem no último domingo de cada mês, às 11.00 e requerem marcação prévia.

Para saber mais espreite aqui.

Brinquedos e Jogos da Asia, no Museu do Oriente

Até dia 6 de Outubro poderá descobrir, no Museu do Oriente, como são os Brinquedos e Jogos da Asia. A exposição apresenta uma viagem pelos brinquedos orientais, desde os mais tradicionais e de produção local, até aos brinquedos industriais.

Poderá ainda descobrir de onde são originários alguns dos brinquedos e jogos mais comuns: “o xadrês e o ludo foram inventados na Índia, o diabolo e o mikado na China, o pião moderno reinventou-se na Coreia e a luta de papagaios na Malásia. No continente asiático também vieram a prosperar alguns jogos e brinquedos estrangeiros: a mancala, vinda da África árabe, os jogos de cartas, desenvolvidos na Europa, e a produção em massa de brinquedos de lata e de celulóide, introduzidos pelos Americanos.”

Carpinteiros de Memórias, no Museu da Electricidade

Dia 26 de Junho, às 11.00 decorrerá no Museu da Electricidade, o atelier Carpinteiros de Memórias. Orientado por Renato Santos e Susana Anágua e destinado a jovens entre os 7 e os 12 anos, este workshop desenvolve-se em torno da ideia de espaços e objectos que transportam em si as nossas memórias. A partir deste conceito construir-se-ão objectos únicos recorrendo de elementos tão comuns como madeiras ou cordeis.

Os mais adultos, e também no dia 26 às 11.30, poderão percorrer a exposição Vestígios integrados na visita temática Infinitude Finita, guiada por Alda Galsterer. A visita procura “questionar a possibilidade da fotografia que identifica o objecto e o torna único; a questionar o papel do retrato fotográfico, bem como a responsabilidade do fotógrafo para com o seu objecto.”

Para saber mais, espreite aqui,