O Mundo é a Nossa Casa

Capa e ilustração de O Mundo é a Nossa Casa

O Mundo é a Nossa Casa foi proibido mal saiu da tipografia, em 1973, e todos os exemplares apreendidos foram queimados por ordem do Governo de Marcelo Caetano, que considerou a obra subversiva. Na verdade, esta foi uma das primeiras obras sobre ecologia escritas em Portugal para o público infantil. Mas as razões da censura não se prenderiam tanto com a vertente ecológica, e principalmente com o desacerto do mundo aqui denunciado: a divisão entre homens senhores e homens escravos, causa principal da guerra e da fome, e raiz da desumanização que conduz ao desrespeito pelo meio ambiente. O risco de que o mundo, esta “casa grande” que é de todos nós, se torne inabitável; as injustiças e as divisões entre a família dos homens, e os seus tristes resultados. Após a denúncia, Júlio Moreira propõe a única solução possível: mudar a forma de ver o nosso pequeno e belo planeta azul, e a forma de viver nele e entre os outros seres vivos. Se as mudanças também não costumam agradar aos poderes instalados, são no entanto uma das leis pelas quais se rege a infância. A reedição, que manteve o formato original, foi actualizada, resultando num livro escrito e ilustrado (por Cristina Reis) para crianças inteligentes e para adultos sem medo, hoje como ontem.

*com a colaboração de Sílvia Leite

 

O Mundo é a Nossa Casa

O Mundo é a Nossa Casa
Júlio Moreira, Margarida d’Orey, Cristina Reis, Sena da Silva
Edição/reimpressão: 2009
Editor: Guimarães Editores