Fotografar com os olhos, no Museu da Electricidade

Pinhole CameraDecorre este Domingo, dia 1 de Maio, às 11h no Museu da Electricidade, o atelier Fotografar com os Olhos: Construção de Câmaras Obscuras Portáteis, com Catarina Botelho destinado a crianças entre os 8 e os 14 anos. A actividade procura dar a conhecer o processo físico da formação da imagem.

Esta iniciativa enquadra-se no conjunto de actividades desenvolvidas em torno da exposição de fotografia A Prospectus Archive, de Paulo Catrica, que se encontra no Museu.

Convém comparecer na bilheteira do Museu cerca de 15 minutos antes do início da actividade. O atelier repete dia 8 de Maio.

World Press Photo, no Museu da Electricidade

É hoje que inaugura a prestigiada exposição World Press Photo 2011, que poderá ser vista no Museu da Electricidade, em Belém, até ao dia 22 de Maio.

O prémio máximo do World Press Photo de 2011 foi para a fotógrafa sul-africana Jodi Bieber por ter retratado Bibi Aisha, uma Afegã de 18 anos com o rosto desfigurado por ter fugido da casa do marido.

Este é apenas um exemplo das inúmeras chapas de excelente fotojornalismo que poderá encontrar na exposição.

Quanto ao lugar que as acolhe, podemos dizer que é um espaço privilegiado não apenas pela sua localização junto ao rio, mas também pela fabulosa peça de arquitectura industrial que é e pela qual merece ser admirado. Se for aproveite e espere pelo fim da tarde junto ao Tejo.

Borboletas ao Vento no Jardim da Gulbenkian


 
A Gulbenkian lança um desafio que nos chama para fora de portas e procura dar a conhecer as borboletas que voam pelos jardins que rodeiam o edifício da Fundação, para depois imaginarmos e criarmos borboletas em conjunto.
A oficina decorre sábado dia 30 de Abril e destina-se a famílias com crianças entre os 6 e os 10 anos.

Se quiser saber mais, espreite aqui.

Brincar na Ásia, no Museu do Oriente

Como são os brinquedos dos meninos no Oriente? E as brincadeiras na China e no Japão, serão iguais às tuas ou muito diferentes? A proposta do Museu do Oriente para dia 7 de Maio é esta original oficina sobre como é Brincar na Ásia.

A actividade destina-se a crianças entre os 6 e os 12 anos e tem o valor de 5€ por participante.

As inscrições acabam dia 2 de Maio, repetindo-se a oficina dia 21 de Maio.

Se quiser saber mais espreite aqui.

81ª edição da Feira do Livro de Lisboa

Inaugurou ontem a 81ª edição da Feira do Livro de Lisboa, que decorrerá até dia 15 de Maio. Como já vem sendo hábito, a par dos preços, por vezes, tentadores dos livros apresentados nos stands, a feira integra ainda lançamentos, sessões de autógrafos, conferências, debates e algumas actividades para crianças.

Para este fim-de-semana destacamos no sábado, dia 30 de Abril, um Atelier de Origami que se realizará na Praça Azul pelas 16h; no domingo, dia 1 de Maio, realizar-se-á um Atelier de construção de Flores de Papel (Praça Azul, pelas 16h), uma Oficina de Expressão sobre o tema “Um dia na praia” (Praça Verde às 17.30), um debate sobre os melhores livros infanto-juvenis do ano (Auditório, às 17.30) e muitas outras actividades que poderá consultar aqui, na página oficial da Feira.

Baixa Pombalina

vista áerea da Baixa Pombalina

Esta semana propomos que percorra a Baixa Pombalina através de um olhar diferente. Sabe que antes de 1755 a cidade de Lisboa era muito diferente do que é hoje? Sabe que bastaram apenas 9 minutos para arrasar aquela que foi a capital dos Descobrimentos? Sabe que o que é hoje a Baixa de Lisboa foi considerada, na época, um dos mais inovadores projectos de urbanismo, arquitectura e engenharia anti-sísmica? E sabe que em todo este processo é incontornável a figura do Marquês de Pombal?

Pois é esta “nova” cidade de Lisboa, tantas vezes também denominada como a “cidade de Pombal”, que sugerimos que descubra esta semana, fazendo o percurso que sugerimos, cujo roteiro pode descarregar para impressão aqui.

Nos dias de hoje, pouco resta da Lisboa medieval retratada em mapas ou gravuras e descrita em tantos livros. A cidade, que tinha crescido ao longo de quase dez séculos a partir do castelo até ao rio, foi repentinamente destruída na manhã de 1 de Novembro de 1755. Durante 9 minutos «tremeu toda a terra», e em três abalos extremamente violentos um terramoto destruiu parte da cidade. A este seguiu-se um tsunami que engoliu o Terreiro do Paço e, por fim, um incêndio que durante seis dias consumiu muito do que havia subsistido ao terramoto.

Perante este cenário de destruição e caos, era necessário reerguer a cidade dos escombros, e foi o ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, que tomou a seu cargo esta tarefa.

Para estudar o modo de reconstruir a cidade foi reunida uma equipa de engenheiros e arquitectos, liderada por Manuel da Maia, que apresentou a Carvalho e Melo e ao rei D. José cinco hipóteses de reconstrução da cidade. Das soluções apresentadas – que iam desde reconstruir a cidade medieval tal como era a arrasar tudo e fazer uma “nova” cidade na zona de Belém – foi escolhida a que implicava construir a cidade na mesma localização geográfica mas segundo um plano urbanístico completamente distinto. Foram desenhadas seis plantas para a cidade baixa, tendo sido aprovado o projecto desenhado por Eugénio dos Santos.

A planta dispõe a capital numa grelha complexa, geometricamente equilibrada, em que oito ruas que ligam o Rossio ao Terreiro do Paço são entrecortadas por nove ruas perpendiculares. O conjunto é unido pelas duas praças. O Rossio manteve a superfície anterior ao terramoto, mas o antigo terreiro do paço real, irregular e ao qual se acedia por ruas sinuosas, deu lugar à quadrangular e espaço Praça do Comércio, assim chamada em homenagem aos comerciantes que pagaram a sua construção.  Um problema que se punha à reconstrução era a localização das igrejas. Lisboa era uma cidade de inúmeras igrejas paroquiais e conventos, muitos fundados na Idade Média, e manter a sua fixação pré-terramoto dificultava o desenho de uma malha urbana ampla. Assim, Carvalho e Melo deu permissão a Eugénio dos Santos para que deslocasse as igrejas da sua implantação original, o que permitiu ao engenheiro criar uma planta verdadeiramente moderna, em tudo independente do desenho urbano da antiga cidade.

Depois de se limpar todo o entulho deixado pelos destroços do sismo e marcar a delimitação das propriedades que existiam na cidade baixa antes do terramoto, foram decretadas as medidas das novas ruas – 60 palmos para as principais, 40 para as secundárias e 30 para as travessas – bem como os seus novos nomes. Só em 1759 se principiavam as obras de construção dos prédios, iniciadas a partir do Rossio e da Praça do Comércio ao mesmo tempo.

As formas dos edifícios desenhados para a “nova” cidade de Lisboa foram criadas segundo o princípio de que era necessário um modelo rápido e económico na construção. Além disso, os grandes quarteirões que passaram a formar a Baixa convidavam a construir blocos de prédios iguais na sua forma, ao invés de prédios isolados (como era comum antes do terramoto). Nascia assim a chamada arquitectura pombalina.

Aproveite o fim de semana, imprima o roteiro e descobra esta parte da cidade.

O Mundo é a Nossa Casa

Capa e ilustração de O Mundo é a Nossa Casa

O Mundo é a Nossa Casa foi proibido mal saiu da tipografia, em 1973, e todos os exemplares apreendidos foram queimados por ordem do Governo de Marcelo Caetano, que considerou a obra subversiva. Na verdade, esta foi uma das primeiras obras sobre ecologia escritas em Portugal para o público infantil. Mas as razões da censura não se prenderiam tanto com a vertente ecológica, e principalmente com o desacerto do mundo aqui denunciado: a divisão entre homens senhores e homens escravos, causa principal da guerra e da fome, e raiz da desumanização que conduz ao desrespeito pelo meio ambiente. O risco de que o mundo, esta “casa grande” que é de todos nós, se torne inabitável; as injustiças e as divisões entre a família dos homens, e os seus tristes resultados. Após a denúncia, Júlio Moreira propõe a única solução possível: mudar a forma de ver o nosso pequeno e belo planeta azul, e a forma de viver nele e entre os outros seres vivos. Se as mudanças também não costumam agradar aos poderes instalados, são no entanto uma das leis pelas quais se rege a infância. A reedição, que manteve o formato original, foi actualizada, resultando num livro escrito e ilustrado (por Cristina Reis) para crianças inteligentes e para adultos sem medo, hoje como ontem.

*com a colaboração de Sílvia Leite

 

O Mundo é a Nossa Casa

O Mundo é a Nossa Casa
Júlio Moreira, Margarida d’Orey, Cristina Reis, Sena da Silva
Edição/reimpressão: 2009
Editor: Guimarães Editores