Como se faz um vitral?

 

vital do Mosteiro da Batalha (fotografado por Roadrunner)

Originário do Oriente e difundido pela Europa a partir de época medieval, o vitral é uma arte de decoração caracterizada pela aplicação de vidros coloridos dispostos de forma a criarem representações de cenas religiosas, figuras fantásticas inspiradas nos Bestiários.
A partir do século XIV a temática alarga-se à representação do quotidiano – cenas de trabalho, como as colheitas, ou as estações do ano.
Esta era inicialmente uma arte de cariz religioso, usada em igrejas e catedrais, como forma de decoração, de iluminação do espaço e até mesmo como elemento de instrução religiosa a uma população que desconhecia o latim, língua em que eram professadas as missas. Ao longo do século XVI o uso do vitral caiu em desuso.
Na época Romântica – finais do século XIX – surge um revivalismo pelo gótico e pelo uso do vitral que recriar, também, cenas mitológicas e elementos naturalistas, na fase de Arte Nova e Arte Déco.

Como se faz um vitral?

São várias as técnicas que foram sendo usadas ao longo dos tempos para produção de vitrais, sendo a mais tradicional a que emprega guias ou filetes em chumbo, de secção em U ou em H, como suporte das peças de vidro colorido que o compõem. A coloração dos vidros é obtida através da adição de óxidos de vários metais – o vermelho a partir do cobre e do ouro, o amarelo e verde a partir do ferro, e os azuis a partir do cobalto – enquanto o vidro ainda se encontra moldável.
Segundo esta técnica, primeiro o artista faz um esboço do vitral que pretende realizar, tendo em conta a dimensão e o formato do espaço a ocupar. Posteriormente elabora os filetes de chumbo em tamanho real, bem como um desenho, a partir do qual serão cortados as peças em vidro. Os pedaços cortados a partir do desenho padrão são então colocados sobre o vidro da cor desejada e, em seguida, utilizando um martelo de ponta afiada ou uma roda de corte, este é cortado para a sua forma final.
Esta é a técnica utilizada já desde época medieval, contudo, posteriormente foram desenvolvidas outras que permitiam a elaboração de vitrais mais leves, de fabrico menos dispendioso, de manutenção mais fácil e mais duráveis.


Lápis & Pincéis

Esta semana propomos que criem um vitral em papel, usando uma técnica ” semelhante” à usada na criação dos verdadeiros.
Imprime a imagem que apresentamos no pdf, ou então inspira-te nela e cria um modelo de vitral numa folha A4 ou A3. Copia por cima do desenho com um papel vegetal.
Agora que tens a imagem transparente, vira o papel vegetal ao contrário e repassa o desenho em cima de uma cartolina preta, deixando uma margem de alguns milímetros entre cada “vidro”. Se reparares ficaste com várias marcas impressas na cartolina. Recorta seguindo essas linhas de forma a manteres as linhas internas a preto com alguma espessura, como as que vês nos vitrais.
Volta a pegar no 1º vegetal e podes continuar o trabalho seguindo duas técnicas. Podes voltar a usar esse desenho como “papel químico” e, recorrendo a outros papéis vegetais ou a papel celofane colorido, podes marcar as formas a recortar, cortá-las e colá-las na traseira da cartolina preta, montando assim o teu vitral. Ou então opta por uma técnica mais “batoteira”, que é a de colorir esse vegetal com lápis ou caneta para posteriormente o colares na parte de trás da cartolina preta.

Material: 1 adulto, 1 tesoura, 1 tubo de cola, 1 lápis preto, 1 cartolina preta A3 ou A4, 1 papel vegetal do tamanho da cartolina, vegetais ou celofanes coloridos, lápis de cor ou canetas.

Esta actividade pode também ser descarregada aqui.

Deixar uma resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Modificar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Modificar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Modificar )

Connecting to %s